quinta-feira, 18 de abril de 2019

Capítulo 002 da Campanha - Investigando a Morte do Capitão


Este é um Diário de Campanha no estilo Narrativo ( Como se fosse um livro)
Todas as ações dos personagens foram mantidas sem nenhuma alteração.




As grandes cidades são sempre movimentadas, cheias de energia e mudança e as vezes as pessoas se esquecem que em algumas cidades está não a verdade, nestes lugares a paz e a mesmice são os esperados. A ilha de Lorthal é um grande exemplo das pequenas cidades que a monotonia é mais forte do que um grande evento diretamente em suas faces, e agora dois estranhos chegam a ilha e a chegada deles mudara a vida em Lorthal.

Antony tremia a escada a cada passo que ele dava, Trevelyan e o atendente do porto trocavam olhares e encaravam a figura que desembarcava. O militar em passos lentos aproximou-se dois dois, a sua expressão séria escondia sua verdadeira intenção. Quando estava a poucos passos deles os cumprimentou e apresentou-se, Trevelyan fez o mesmo assim o senhor também disse seu nome Flawk. Antony sempre foi uma pessoa de poucas palavras, estava acostumado com a atitude militar de sua cidade. E por isso assim que a formalidades das apresentações feitas fez algumas questões gerais sobre a cidade, o que deixou Flawk na defensiva, quando perguntou sobre as flores o guarda já estava indisposto e disse "Estas coisas nasce apenas nos campos e no cemitério", pressionando a sua sorte perguntou também sobre a morte do capitão, Flawk respirou fundo e deu a mesma resposta que tinha dado para Trevelyan.

Foi então que o mago que tinha seus interesses no caso, pois no tempo em que estava no barco lendo o jornal e o livro de seu avô ligou as informações, e tinha um forte palpite que a intriga Ancient e o assassinato estvão ligados. Ele então enxergou uma oportunidade no militar e fez a sua jogada. Enquanto Flwank terminava de falar os olhos de Trevelyan brilharam em um azul cintilante e disse para Antony em sua voz calma e sabia " Parece que nossos caminhos encontram-se, em uma terra estranha ter alguém para ajudar sempre é bem vindo". Sem perceber Antony criou uma empatia imediata com o mago, sentia que realmente poderia confiar nele. Enquanto estavam conversando não perceberam que o onibus para a cidade aproximava-se. O ônibus era pequeno tinha espaço para no máximo vinte pessoas, era uma peça velha e mal cuidada, conseguia-se ouvir a engenharia mágica tendo problemas para funcionar.

Desceram no final da rota que localizava-se na praça principal, no ponto da cidade onde estavam a neblina fazia-se ainda mais densa do que no porto, o frio também aumentava. Trevelyan tirou do casaco o jornal  que trazia de Victum, olhou para as construções em torno para ter a confirmação que este seria o local onde teria acontecido o assassinato, guardou o jornal e pegou o frasco com a substancia branca e concentrou sua energia para analisar o rastro estático deixado e comparar com o seu arredor, novamente seus olhos brilharam azul, naquele momento sua visão para o mundo comum tornou-se opaca e apenas em um ponto mais próximo ao centro que era marcado por uma fonte de três compartimentos toda esculpida a mão em pedra branca, neste ponto existia um resíduo do mesmo tipo de energia, era um pouco diferente da amostra que tinha. Seus olhos apagaram-se e virou-se para Antony, " Existe um traço muito fraco de energia Ancient aqui, e ainda é diferente do comum, precisaremos de mais evidencias para a nossa investigação", " Precisamos então ter acesso aos documentos da investigação para termos uma melhor ideia", replicou Antony. Neste momento dois guardas usando o uniforme verde de Nordon surgiram do meio da neblina, " O que fazem aqui? Quem são vocês?" um deles exaltou ainda distante. A dupla mostrou suas certificações de Algaban e Victum e fizeram algumas perguntas sobre o caso do capitão e tiveram uma resposta similar do que o senhor do porto, a única informação que conseguiram dos dois foi a localização do quartel local.

A Cidade de Lorthal não era muito grande e usando a trajetória dos guardas em apenas alguns minutos estavam em frente ao quartel, este ficava na beira entre a cidade e as longas colinas que faziam boa parte da paisagem ilha à dentro, o quartel era uma construção antiga possivelmente uma torre ou pequeno castelo que tinha sobrevivido as grandes mudanças da arquitetura moderna. Na frente do lugar dois Paladinos faziam a guarda, Paladinos são a elite da guarda do mundo moderno, eles usam as mais avançadas armaduras e armas que a TecnoMágica pode fornecer, diversas baterias de Mana e design moderno são utilizadas na fabricação e manutenção destas maravilhas da TecnoMágica moderna. Os dois aproximaram-se receosos da cena à frente deles, ao requisitarem a entrada foram barrados pela falta de autorização necessária, Antony colocou em questão era um nobre de Algaban, e para a infelicidade deles aqueles estavam sobre o comando de Nordon e ele não tinha a autoridade para dar-lhes ordens, nem mesmo o alto status de Trevelyan os garantia acesso, com suas opções comuns gastas o mago fez com que seus olhos brilhassem novamente, essa era a mesma magia que tinha usado em seu encontro com Antony apenas alguns minutos atrás o seu efeito era de alterar levemente a percepção da pessoa em relação ao mago que fazia a magia, o efeito geral era que o alvo tornava-se mais disposto a ajudar. Com isso e levando em consideração novamente quem eles eram conseguiram a entrada para o quartel.

Uma vez dentro do complexo deparavam-se com um longo corredor não muito estreito, com quatro portas finas de madeira de cada lado, ao final um corredor para cada lado. Quando estavam passando pela segunda porta do corredor a esquerda surgia uma figura masculina baixinha para o serviço policial, seus cabelos castanhos bem claros desarrumados assim como o seu uniforme verde. Olhava diretamente para a dupla, que parava para esperar a aproximação do ser. Que em uma voz fraca e um tanto fina disse "Devem estar aqui por cauda da morte do capitão", sem hesitar ambos concordaram, "Sigam-me" , apressada a figura dirigia-se para o final do corredor. "Está cidade tem se tornado uma pilha de mentiras, as pessoas, até mesmo os policiais tem acreditado na morte natural do capitão, e agora estão me obrigando a manter a mentira, como chegaram aqui não me importa, só sei que são a minha única chance de desvendar tudo isso". Enquanto falava chegava ao final do corredor e virava a direita, que dava para uma escadaria para baixo. " A propósito meu nome é Edward, e pelo visto sou o novo capitão de Lorthal".

A escadaria levava até um pequeno laboratório que estava sendo usado como necrotério para o corpo do capitão que estava em cima do balcão principal coberto por um pano branco. Trevelyan aproximou-se do corpo e retirou o pano branco, viu claramente uma marca de perfuração no peito do cadáver, tipo de perfuração que nunca tinha visto antes. Usando a mesma magia que usará na praça viu diversos rastros da energia Ancient no corpo e principalmente uma marca que era quase que perfeitamente a mão de um ser humano, o que era muito incomum, pois os Ancients tomavam várias formas de criaturas irracionais, nunca a de um ser humano, com essa descoberta virou-se para Antony e Edward "Ele foi assassinado por um Ancient", ao dizer isso Edward ficou branco, e suando repetiu em um tom assustado "Um Ancient?", Trevelyan apenas acenou positivamente com a cabeça. "Diga Edward o capitão não deixou nenhum documento sobre a investigação?" disse Antony interrompendo o drama de Edward. " Documento? Não, nada, procurei o dia todo por algo assim", " Encontraremos as respostas" Antony em um tom confortante. Os dois agradeceram o detetive e voltaram pelas escadarias.

Do lado de fora do quartel, o cansaço da viajem e o furo em seus estômagos sobreveio seus músculos e olho, sem outras ideias de como continuar com o caso decidiram por procurar por um hotel, lembraram que assim que entraram na cidade de ônibus viram um sinal de Hotel. No caminho deles até o Hotel Antony contou os sobre os acontecimentos bizarros que tinha vivenciado apenas algumas horas atrás, especialmente o cheiro que tinha sentido vindo de seu medalhão, Trevelyan ficou intrigado com o que ouvia sobre os fatos e o cheiro que ele descrevia era muito similar com o que tinha sentido vindo da garota que o atendeu no porto de Victum. Continuaram a trocar informações sobre os acontecidos enquanto o mago explicava o pouco que sabia sobre as flores, que eram venenosas e tinhas propriedades mágicas, só que nenhuma pesquisa a fundo ainda tinha sido feita, não pelo conhecimento dele, em conhecimento popular poderia ser usada para fazer um chá que ajudava o indivíduo a dormir.

Intrigados pelas coincidências sobre a flor dentro do quarto do hotel que os dois dividiram a conta . Era um quarto e estabelecimento muito simples as camas separadas eram duras e logo caiam no sono ao cheiro das flores que estavam no quarto deles.


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